(Texto dedicada as jovens)
Na sociedade em que vivemos, nós meninas somos tratadas como objetos, obrigadas a seguir padrões de beleza impostos pela mídia burguesa, muitas vezes temos que nos responsabilizar pelos cuidados da casa e dos nossos irmãos, além disso, nas letras de música, nas novelas, somos tratadas como mercadoria.
Na sociedade em que vivemos, nós meninas somos tratadas como objetos, obrigadas a seguir padrões de beleza impostos pela mídia burguesa, muitas vezes temos que nos responsabilizar pelos cuidados da casa e dos nossos irmãos, além disso, nas letras de música, nas novelas, somos tratadas como mercadoria.
Ela ainda nos impõe um padrão estético de beleza, falando que devemos usar determinada marca de roupa, usar cabelo liso, ser bem magra, ser bonita, ter isso e aquilo, para sermos aceitas em determinado grupo. Segundo estudo da TNS Research International, empresa especializada em pesquisa de mercado, os adolescentes gastam 44% da renda com a aparência. E quem disse que só o cabelo liso é bonito? Quem disse que uma marca de roupa determina quem você é?
Fora isso existe um grande incentivo ao sexo sem compromisso na televisão, nas letras de música, principalmente nas letras de funk, onde a mulher é constantemente desvalorizada, sendo tratada como mero objeto sexual. Isso traz problemas graves para a vida da menina, as questões que envolvem a sexualidade aparecem na mídia de forma deturpada e dentro de casa estes assuntos são tratados como tabus. Não se pode falar livremente sobre relacionamento, sexualidade, etc. E isto é um assunto sério, pois segundo dados do IBGE, cerca de 1,1 milhão de adolescentes engravidam por ano no Brasil e esse número continua crescendo. A mãe adolescente tem maior mortalidade por complicações na gravidez, e no parto. A taxa de mortalidade é 2 vezes maior que entre gestantes adultas.
Eloá, 15 anos, foi baleada na cabeça e na virilha, depois de 101 horas
de cárcere privado imposto pelo ex-namorado Lindemberg Alves
Vemos inúmeros casos de violência contra a mulher, como o recente caso da estudante Bianca que foi estrangulada dentro de sua própria casa e o caso de 2008, da estudante Eloá que foi mantida em cárcere privado pelo próprio ex namorado. Muitos deles são cometidos pelo fim de um relacionamento, quando o homem insatisfeito com esta situação, agride a mulher para que não se relacione com mais ninguém, mantendo a mesma como sua propriedade. Segundo dados da Fundação Perceu Abramo de 2001 um terço das mulheres (33%) admite já ter sido vítima, em algum momento de sua vida, de alguma forma de violência física (24% de ameaças com armas a proibição do direito de ir e vir, das 22% de agressões propriamente ditas e 13% de estupro conjugal ou abuso); 27% sofreram violências psíquicas e 11% afirmam já ter sofrido assédio sexual. Ao relatar as diferentes formas de agressão, o índice de violência sexista (por ser de outro sexo) ultrapassa o dobro, alcançando a marca de 43%.
Como vemos, sob o capitalismo a jovem é cada vez mais oprimida. Não podemos mais ser vitimas de nenhum abuso, ou qualquer tipo de machismo na nossa escola, em casa, na rua, enfim em qualquer lugar que estejamos. Para mudar essa situação é urgente organizarmos a lutar por nossos direitos, e por uma sociedade nova, através dos grêmios em nossas escolas, participar de varias discussões a fim de aumentarmos nossa consciência, e de darmos um verdadeiro enfrentamento.
Daiani Soares - Movimento Olga Benário


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