Movimento de Mulheres Olga Benário - Pelos direitos da mulher e pelo Socialismo!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Dicas de filme:
Tráfico Humano
Título Original: Human TraffickingPaís: Canadá / EUA
Ano: 2005
Duração: 176 minutos
Palavras-chave: tráfico de mulheres, estupro, pornografia.
Sinopse: Centenas de milhares de jovens mulheres desapareceram, forçadas pela violência a uma vida infernal. Elas viram carga rentável na indústria moderna da escravidão. O submundo as chama de tráfico humano... Enquanto uma jovem de 16 anos da Ucrânia, uma mãe solteira da Rússia, uma orfã de 17 anos da Romênia e uma turista adolescente de 12 anos se tornam vítimas de traficantes internacionais, um time especializado de agentes federais luta para expor a rede mundial que as escravisou. A agente Kate Morozov (Mira Sorvino) conhece os horrores da exploração sexual de perto e dedicada a desmantelar a rede e trazer os culpados para a Justiça. De uma câmara de torturas no Queens, Nova York, até os caçadores de "carne" da Rússia, a caçada começou e os destinos dos agentes especiais, dos traficantes sem escrúpulos e suas vítimas sem defesa colidem em um barril de pólvora de proporções internacionais. Apresentando Donald Sutherland, ganhador so Emmy e do Golden Globe, Mira Sorvino (Poderosa Afrodite - Oscar de mlhor atriz coadjuvante) e Robert Carlyle (Transpotting), Tráfico Humano é ao mesmo tempo um thriller envolvente, um aviso e uma das mais importantes histórias do nosso tempo.
Olga Benário
Sinopse do filme:
Olga Benário é uma militante comunista desde jovem, que é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. Lá ela é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935. Os dois acabam se apaixonando na viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 7 meses, é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão. Afastada da filha, Olga é então enviada para o campo de concentração de Ravensbrück.
A Excêntrica Família de Antônia
País de Origem: Bélgica/Holanda/Reino Unido
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1995
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1995
Sinopse: Definido como uma celebração da vida e da morte, esta co-produção entre Holanda, Bélgica e Inglaterra ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro vai além ao contar a história de uma encantadora geração de mulheres. Comandada por Antonia, a saga familiar atravessa três gerações, falando de força, de beleza e de escolhas que desafiam o tempo. Nesse universo conhecemos curiosos personagens, como o filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais e os muitos amigos que são acolhidos por sua generosidade
Revolução em Dagenham
Título Original: Made in Dagenham
Título Traduzido: Revolução Em Dagenham
Gênero: Comédia – Drama
Ano de Lançamento: 2010
Duração: 1 Hora e 52 Minutos
Sinopse: O filme retrata a greve de 1968 nas fábricas da Ford em Dagenham, que interrompeu a produção enquanto as mulheres protestaram contra a discriminação sexual e lutavam por aumentos salariais. Segundo especialistas, foi uma ação decisiva para que o Parlamento britânico aprovasse o Projeto de Paridade Salarial, de 1970. Para Sally Hawkins, uma das protagonistas da trama, trata-se de um tributo à coragem das mulheres dispostas a correr riscos para obter a igualdade entre os sexos no ambiente de trabalho.
Título Traduzido: Revolução Em Dagenham
Gênero: Comédia – Drama
Ano de Lançamento: 2010
Duração: 1 Hora e 52 Minutos
Sinopse:
No tempo das Borboletas
- Gênero: Drama
Duração: 91min
Origem: EUA
Direção: Mariano Barroso
Roteiro: Judy Klass, David Klass, Julia Álvarez
- Sinopse: Filme baseado em história verídica ocorrida no final de 1960, quando os corpos de três irmãs foram encontrados em meio a rochedos na costa norte da República Dominicana. O jornal local `El Caribe`publicou que elas tinham sofrido um acidente, mas não mencionou que
uma quarta irmã, Minerva Mirabel escapou e contou que elas foram eliminadas por fazerem oposição feroz ao ditador local, o general Trujillo. Uma produção que retrata como elas perderam suas asas, mas não sua coragem, ficando conhecidas como Las Mariposas (As Borboletas).
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
O Movimento de Mulheres Olga Benário e a luta pela revolução e a igualdade
Na imensa maioria das famílias a mulher continua na escravidão doméstica, assumindo, exclusivamente, as tarefas da cozinha, dos filhos, da alimentação da casa e sofrendo as conseqüências desse trabalho mesquinho e pesado. Pior : com as mulheres cada vez mais trabalhando fora de casa, o que acontece é uma dupla jornada de trabalho, já que elas continuam fazendo todo o serviço de casa à noite ou antes de sair para trabalhar. Além do mais, o chamado trabalho fora de casa é, muitas vezes, o trabalho doméstico em outras residências. No Brasil, por exemplo, seis milhões de mulheres trabalham como empregadas domésticas.
Na realidade, a completa libertação da mulher do trabalho doméstico só é possível quando existir o acesso gratuito a restaurantes, creches e lavanderias coletivas e a tarefa de educação das crianças e da juventude for assumida plenamente pelo Estado, ou seja, quando o Estado for um Estado comprometido com as classes pobres. Hoje, todos esses serviços são pagos, o que quer dizer que só as mulheres ricas os têm à sua disposição. Mais: como a sociedade é capitalista, tudo aquilo que a mulher operária produz com seu trabalho não pertence a ela, mas aos donos dos meios de produção.
Dessa maneira, as mudanças ocorridas na situação da mulher nos países capitalistas foram apenas superficiais. De fato, o capitalismo, ao levar a mulher para participar mais da produção, o fez com o intuito não de emancipá-la, mas de aumentar a mais-valia e os lucros da burguesia, isto é, de explorá-la ainda mais ferozmente do que explorava os homens. Se não bastasse, as mulheres continuam sendo as primeiras a perder o emprego quando ocorrem demissões.
Também, os casos de violência física e sexual contra as mulheres, incentivada pela propaganda burguesa nos meios de comunicação que apresentam a mulher como objeto sexual ou uma mercadoria à venda e à disposição dos homens crescem em vez de diminuir, em todo o país.
Tal situação, coloca a urgência de o movimento feminino tomar as ruas, organizar suas entidades de massa e dar um firme combate a todos esses abusos dos capitalistas contra a mulher. Ao mesmo tempo, devido à monopolização da economia, os preços de todos os produtos não param de subir, elevando o custo de vida e agravando as condições da maioria da população.
Para impulsionar essas lutas e garantir a participação das mulheres revolucionárias brasileiras na Conferencia Mundial de Mulheres de Base que se realizou em Caracas, Venezuela em março deste ano, nosso Partido realizou o 2º Ativo Nacional da Mulheres comunistas, formou a Comissão Nacional de Mulheres do PCR e organizou o Movimento de Mulheres de Olga Benário (MOB).
A Conferência Mundial de Mulheres de Base foi uma importante vitória para as forças democráticas, antiimperialistas e de esquerda da América Latina e do Mundo pela representatividade de países e organizações presentes e por ter gerado uma grande mobilização ideológica, política e organizativa das mulheres populares de dezenas de países. Além disso, a Conferência contribuiu para aprofundar o debate ideológico e político acerca das distintas concepções e teses sobre o papel das mulheres na luta pela sua igualdade, na luta antiimperialista e nas ações pelo socialismo.
Como resultado da atuação de nossas companheiras na Conferência, o Brasil foi escolhido para sediar em março de 2012, em São Paulo, a Conferência de Mulheres das Américas com cerca de delegações de 15 países. Torna-se, assim, urgente avançarmos nosso trabalho entre as mulheres e fortalecer o MOB.
Camaradas, o potencial revolucionário do movimento de mulheres é gigantesco. As mulheres são maioria entre os trabalhadores e no conjunto da sociedade. Além de ser muito o grande o número de revolucionárias que morreram na luta armada contra a ditadura militar e a participação efetiva das trabalhadoras em centenas de greves em nosso país.
Ser conseqüente na luta pelo socialismo significa trabalhar cada vez mais para fazer avançar a organização e a consciência das mulheres em todo o movimento operário e popular. Todos os companheiros devem trabalhar sem descanso para trazer para o partido o maior número de companheiras e para assumir a linha de frente de todas as lutas que hoje travam as mulheres no Brasil e no mundo. Mais do que nunca precisamos ter em mente as palavras de Lênin: “A experiência de todos os movimentos de libertação mostra que o sucesso da revolução depende da importância da participação das mulheres.” (Lênin, A Emancipação da Mulher, Editorial Progresso)
MANIFESTO DO MOVIMENTO DE MULHERES OLGA BENÁRIO
Em todo o mundo os povos têm visto aumentar os índices de desemprego, miséria e exploração da classe trabalhadora, tornando cada vez mais insustentável a situação de dominação que as classes dos ricos mantém sobre a imensa maioria da humanidade, submetida ao regime de trabalho assalariado. A situação é tamanha que de acordo com a Organização das Nações Unidas, um bilhão de pessoas passa fome, mesmo a humanidade sendo capaz de produzir alimentos para saciar a fome de todos.
Isso acontece porque o sistema em que vivemos, o capitalismo, passa por uma das piores crises de sua história. De fato, desde a crise de 1929, o mundo capitalista não atravessava uma crise de tamanhas proporções, impondo a milhões de trabalhadores e trabalhadoras o desemprego e a falta de perspectiva de uma vida digna. Por outro lado, numa desesperada tentativa de sair da crise, os países imperialistas tem buscado através de guerras e criminosas ocupações, conquistar territórios e mercados, mesmo que para isso milhares de pessoas sejam desabrigadas, ou até mesmo assassinadas.
Mesmo representando a maioria da força de trabalho no mundo, as mulheres continuam sendo vítimas de uma dupla exploração, pois além de estarem submetidas aos baixos salários e péssimas condições de trabalho (muitas vezes vítimas do assédio moral e até sexual), recebem toda a carga de uma sociedade machista e retrógrada, impondo em vários países a negação a sua imagem, ou mesmo o culto a exposição de seu corpo, tornando-a uma mercadoria a disposição dos homens.
As mulheres recebem salários mais baixos, ocupam os piores postos de trabalho em condições de maior exploração e precarização. Segundo a ONU, 70% do trabalho realizado no mundo é feito por mãos femininas, mas as mulheres recebem apenas 10% do salário mundial. Sem falar das tarefas domésticas que acabam dificultando o ingresso da mulher no mercado de trabalho.
A verdade é que a tão propagandeada emancipação feminina não aconteceu, pois o capitalismo ao abrir as portas do mercado de trabalho às mulheres o fez não para emancipá-la, e sim para aumentar seus lucros, mantendo dessa forma todos os pesados afazeres e responsabilidades domésticas e de educação dos filhos sobre os ombros das mulheres, que vivem assim uma dupla jornada de trabalho.
No Brasil, as mulheres representam mais de 52% dos 190 milhões de habitantes do país. Somos a maioria dos que vivem na extrema pobreza ou miséria, sem acesso a moradia digna, saneamento básico e atendimento médico nas unidades de saúde. Dentro do mercado de trabalho a discriminação se amplia, e mesmo com maiores índices de escolaridade que os homens, e chefiando 30% dos lares brasileiros, as mulheres continuam recebendo menores salários, representando apenas 71,5% do salário de um homem na mesma função.
A violência contra a mulher é uma grande expressão dessa opressão, a ponto de a cada 15 segundos uma mulher ser agredida no Brasil, e em geral, essa violência é praticada por pessoas próximas, como namorado, marido ou membro da família, mostrando que o sentimento de posse do homem sobre a mulher é o grande motivador dessa agressão.
Mesmo com a conquista de uma legislação específica, os crimes contra as mulheres ainda atingem milhões de brasileiras, e a falta de aparato do Estado para acompanhar cada caso faz com que as mulheres, em especial as de famílias mais pobres, continuem expostas a essa violência sem que nada possam fazer.
Para a burguesia, a imagem da mulher está diretamente ligada com a sua sexualidade, e para tanto as grandes empresas de publicidade se valem do apelo sexual para vender seus produtos, justificando e, mesmo que inconscientemente, apoiando a prostituição, tornando a mulher um mero objeto sexual.
A hipocrisia da sociedade capitalista quer ignorar os mais de 1,2 milhão de casos de aborto que anualmente são realizados em clínicas clandestinas, por conta de dogmas e regras estabelecidas pelas igrejas, ferindo a laicidade do Estado e colocando em risco a vida dessas mulheres.
É preciso mudar essa realidade, e para tanto, apenas com a organização e a luta das mulheres conquistaremos a igualdade a que temos direito, pondo fim a exploração capitalista e ao machismo. Por isso, nós mulheres trabalhadoras, jovens, donas-de-casa, operárias, estudantes, camponesas, negras e indígenas, decidimos nos organizar em um movimento nacional para lutar contra todo tipo de opressão: o Movimento de Mulheres Olga Benário.
Foi através de muita união e luta que as mulheres conquistaram os direitos que hoje possuem: direito a voto, divórcio, licença-maternidade, e será com luta que obteremos novas conquistas. Para isso nada melhor que o exemplo da revolucionária Olga Benário para inspirar nossa luta por um mundo livre da exploração capitalista e da exploração contra a mulher.
A luta pela garantia de direitos para as mulheres que permitam sua emancipação e igualdade é uma tarefa fundamental a ser cumprida, mas, além disso, a luta pela libertação de toda classe trabalhadora é a única possibilidade de garantir sua verdadeira libertação e por isso lutamos pelo socialismo.
Para tal o Movimento de Mulheres Olga Benário defende:
- Contra a espoliação imperialista! Não às guerras imperialistas!
- Garantia de emprego e igualdade salarial para homens e mulheres (salário igual para trabalho igual)!
- Fim da discriminação às mulheres! Firme combate a exploração sexual de mulheres e crianças!
- Amplo acesso à saúde, planejamento familiar e direitos reprodutivos!
- Creche, restaurantes e lavandeiras públicas!
- Pelo fim da violência doméstica e sexual!
- Garantia de acesso à moradia digna e educação!
- Pela igualdade de direitos e pelo Socialismo!
“Lutei pelo bom e pelo justo! Lutei pelo melhor do mundo”
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Minha biblioteca
A nova mulher e a moral sexual- Alexandra Kolontai
Dois textos compõem esta obra:
O primeiro (1918) apresenta uma crítica à situação da mulher na sociedade burguesa, comprimida por um código moral em que a propriedade privada era – e ainda é – prioridade, a ela tudo se sujeitando.
O segundo (1921) trata da necessidade de uma reorientação no comportamento do homem e da mulher, partícipes da nova estrutura social que a revolução bolchevique engendrou...
Fonte: http://www.4shared.com/document/xD1gZh13/A_nova_mulher_e_a_moral_sexual.html
Alexandra Kolontai foi uma das líderes da primeira revolução socialista. Os dois textos que publicamos refletem o aprendizado político e as conquistas da revolução na construção das novas relações de classe e gênero. Faz uma análise da situação da mulher na sociedade burguesa, comprimida por um código moral em que a propriedade privada era – e ainda é – prioridade, a ela tudo se sujeitando. E, a partir das conquistas da revolução, apresenta a necessidade da reorientação no comportamento do homem e da mulher, participantes da nova estrutura social que a revolução engendrou: um amor-companheiro, com direitos e responsabilidades iguais, com respeito à individualidade, com apoio mútuo...
Dois textos compõem esta obra:
O primeiro (1918) apresenta uma crítica à situação da mulher na sociedade burguesa, comprimida por um código moral em que a propriedade privada era – e ainda é – prioridade, a ela tudo se sujeitando.
O segundo (1921) trata da necessidade de uma reorientação no comportamento do homem e da mulher, partícipes da nova estrutura social que a revolução bolchevique engendrou...
Fonte: http://www.4shared.com/document/xD1gZh13/A_nova_mulher_e_a_moral_sexual.html
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Olga Benário
Olga Benário
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 141 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 141 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Sinopse do filme:
Olga Benário é uma militante comunista desde jovem, que é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. Lá ela é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935. Os dois acabam se apaixonando na viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 7 meses, é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão. Afastada da filha, Olga é então enviada para o campo de concentração de Ravensbrück.
A Excêntrica Família de Antônia
País de Origem: Bélgica/Holanda/Reino Unido
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1995
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1995
Sinopse do filme:
O filme se passa após a segunda guerra mundial, e conta a história da matriarca Antonia que, depois de voltar à vila onde nasceu, estabelece uma comunidade com sua filha. O enredo se desenvolve em torno da relação das duas com os moradores da vila. Assumem a fazenda da família e alojam um homem simples da aldeia e uma jovem com problemas psicológicos que foi estuprada pelo irmão.
Revolução em Dargehan
Título original: Made in Dagehan
Gênero: Comédia/Drama
Gênero: Comédia/Drama
Tempo de Duração: 01h e 52 min.
Ano de lançamento: 2010
Sinopse do Filme:
O filme retrata a greve de 1968 nas fábricas da Ford em Dagenham, que interrompeu a produção enquanto as mulheres protestaram contra a discriminação sexual e lutavam por aumentos salariais. Segundo especialistas, foi uma ação decisiva para que o Parlamento britânico aprovasse o Projeto de Paridade Salarial, de 1970. Para Sally Hawkins, uma das protagonistas da trama, trata-se de um tributo à coragem das mulheres dispostas a correr riscos para obter a igualdade entre os sexos no ambiente de trabalho.
Quem o machismo matou hoje?
(Texto dedicada as jovens)
Na sociedade em que vivemos, nós meninas somos tratadas como objetos, obrigadas a seguir padrões de beleza impostos pela mídia burguesa, muitas vezes temos que nos responsabilizar pelos cuidados da casa e dos nossos irmãos, além disso, nas letras de música, nas novelas, somos tratadas como mercadoria.
Na sociedade em que vivemos, nós meninas somos tratadas como objetos, obrigadas a seguir padrões de beleza impostos pela mídia burguesa, muitas vezes temos que nos responsabilizar pelos cuidados da casa e dos nossos irmãos, além disso, nas letras de música, nas novelas, somos tratadas como mercadoria.
Ela ainda nos impõe um padrão estético de beleza, falando que devemos usar determinada marca de roupa, usar cabelo liso, ser bem magra, ser bonita, ter isso e aquilo, para sermos aceitas em determinado grupo. Segundo estudo da TNS Research International, empresa especializada em pesquisa de mercado, os adolescentes gastam 44% da renda com a aparência. E quem disse que só o cabelo liso é bonito? Quem disse que uma marca de roupa determina quem você é?
Fora isso existe um grande incentivo ao sexo sem compromisso na televisão, nas letras de música, principalmente nas letras de funk, onde a mulher é constantemente desvalorizada, sendo tratada como mero objeto sexual. Isso traz problemas graves para a vida da menina, as questões que envolvem a sexualidade aparecem na mídia de forma deturpada e dentro de casa estes assuntos são tratados como tabus. Não se pode falar livremente sobre relacionamento, sexualidade, etc. E isto é um assunto sério, pois segundo dados do IBGE, cerca de 1,1 milhão de adolescentes engravidam por ano no Brasil e esse número continua crescendo. A mãe adolescente tem maior mortalidade por complicações na gravidez, e no parto. A taxa de mortalidade é 2 vezes maior que entre gestantes adultas.
Eloá, 15 anos, foi baleada na cabeça e na virilha, depois de 101 horas
de cárcere privado imposto pelo ex-namorado Lindemberg Alves
Vemos inúmeros casos de violência contra a mulher, como o recente caso da estudante Bianca que foi estrangulada dentro de sua própria casa e o caso de 2008, da estudante Eloá que foi mantida em cárcere privado pelo próprio ex namorado. Muitos deles são cometidos pelo fim de um relacionamento, quando o homem insatisfeito com esta situação, agride a mulher para que não se relacione com mais ninguém, mantendo a mesma como sua propriedade. Segundo dados da Fundação Perceu Abramo de 2001 um terço das mulheres (33%) admite já ter sido vítima, em algum momento de sua vida, de alguma forma de violência física (24% de ameaças com armas a proibição do direito de ir e vir, das 22% de agressões propriamente ditas e 13% de estupro conjugal ou abuso); 27% sofreram violências psíquicas e 11% afirmam já ter sofrido assédio sexual. Ao relatar as diferentes formas de agressão, o índice de violência sexista (por ser de outro sexo) ultrapassa o dobro, alcançando a marca de 43%.
Como vemos, sob o capitalismo a jovem é cada vez mais oprimida. Não podemos mais ser vitimas de nenhum abuso, ou qualquer tipo de machismo na nossa escola, em casa, na rua, enfim em qualquer lugar que estejamos. Para mudar essa situação é urgente organizarmos a lutar por nossos direitos, e por uma sociedade nova, através dos grêmios em nossas escolas, participar de varias discussões a fim de aumentarmos nossa consciência, e de darmos um verdadeiro enfrentamento.
Daiani Soares - Movimento Olga Benário
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