quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Minha biblioteca

A nova mulher e a moral sexual- Alexandra Kolontai
Alexandra Kolontai foi uma das líderes da primeira revolução socialista. Os dois textos que publicamos refletem o aprendizado político e as conquistas da revolução na construção das novas relações de classe e gênero. Faz uma análise da situação da mulher na sociedade burguesa, comprimida por um código moral em que a propriedade privada era – e ainda é – prioridade, a ela tudo se sujeitando. E, a partir das conquistas da revolução, apresenta a necessidade da reorientação no comportamento do homem e da mulher, participantes da nova estrutura social que a revolução engendrou: um amor-companheiro, com direitos e responsabilidades iguais, com respeito à individualidade, com apoio mútuo...
Dois textos compõem esta obra:
O primeiro (1918) apresenta uma crítica à situação da mulher na sociedade burguesa, comprimida por um código moral em que a propriedade privada era – e ainda é – prioridade, a ela tudo se sujeitando.
O segundo (1921) trata da necessidade de uma reorientação no comportamento do homem e da mulher, partícipes da nova estrutura social que a revolução bolchevique engendrou...


Fonte: http://www.4shared.com/document/xD1gZh13/A_nova_mulher_e_a_moral_sexual.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Olga Benário


Olga Benário

País de Origem:  Brasil
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 141 minutos
Ano de Lançamento:  2004

Sinopse do filme:
Olga Benário é uma militante comunista desde jovem, que é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde faz treinamento militar. Lá ela é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes ao Brasil para liderar a Intentona Comunista de 1935. Os dois acabam se apaixonando na viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 7 meses, é deportada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista e tem sua filha Anita Leocádia na prisão. Afastada da filha, Olga é então enviada para o campo de concentração de Ravensbrück.

A Excêntrica Família de Antônia


País de Origem:  Bélgica/Holanda/Reino Unido
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento:  1995

Sinopse do filme:
O filme se passa após a segunda guerra mundial, e conta a história da matriarca Antonia que, depois de voltar à vila onde nasceu, estabelece uma comunidade com sua filha. O enredo se desenvolve em torno da relação das duas com os moradores da vila. Assumem a fazenda da família e alojam um homem simples da aldeia e uma jovem com problemas psicológicos que foi estuprada pelo irmão.





 Revolução em Dargehan


Título original: Made in Dagehan
Gênero: Comédia/Drama
Tempo de Duração: 01h e 52 min.
Ano de lançamento: 2010 

Sinopse do Filme:
O filme retrata a greve de 1968 nas fábricas da Ford em Dagenham, que interrompeu a produção enquanto as mulheres protestaram contra a discriminação sexual e lutavam por aumentos salariais. Segundo especialistas, foi uma ação decisiva para que o Parlamento britânico aprovasse o Projeto de Paridade Salarial, de 1970. Para Sally Hawkins, uma das protagonistas da trama, trata-se de um tributo à coragem das mulheres dispostas a correr riscos para obter a igualdade entre os sexos no ambiente de trabalho.

Quem o machismo matou hoje?

(Texto dedicada as jovens)

Na sociedade em que vivemos, nós meninas somos tratadas como objetos, obrigadas a seguir padrões de beleza impostos pela mídia burguesa, muitas vezes temos que nos responsabilizar pelos cuidados da casa e dos nossos irmãos, além disso, nas letras de música, nas novelas, somos tratadas como mercadoria.
No capitalismo, onde o trabalho doméstico, fica a cargo das mulheres, as mães que enfrentam a dupla jornada (que é o trabalho fora de casa e depois dentro de casa), dividem este serviço com as outras mulheres da casa que desde cedo tem que se dedicar a esse trabalho que nunca acaba. O tempo de estudo, muitas vezes é substituído pelo cuidado do lar e dos irmãos.
Ela ainda nos impõe um padrão estético de beleza, falando que devemos usar determinada marca de roupa, usar cabelo liso, ser bem magra, ser bonita, ter isso e aquilo, para sermos aceitas em determinado grupo. Segundo estudo da TNS Research International, empresa especializada em pesquisa de mercado, os adolescentes gastam 44% da renda com a aparência. E quem disse que só o cabelo liso é bonito? Quem disse que uma marca de roupa determina quem você é?
Fora isso existe um grande incentivo ao sexo sem compromisso na televisão, nas letras de música, principalmente nas letras de funk, onde a mulher é constantemente desvalorizada, sendo tratada como mero objeto sexual. Isso traz problemas graves para a vida da menina, as questões que envolvem a sexualidade aparecem na mídia de forma deturpada e dentro de casa estes assuntos são tratados como tabus. Não se pode falar livremente sobre relacionamento, sexualidade, etc. E isto é um assunto sério, pois segundo dados do IBGE, cerca de 1,1 milhão de adolescentes engravidam por ano no Brasil e esse número continua crescendo. A mãe adolescente tem maior  mortalidade por complicações na gravidez, e no parto. A taxa de mortalidade é 2 vezes maior que entre gestantes adultas. 
Eloá, 15 anos, foi baleada na cabeça e na virilha, depois de 101 horas
 de cárcere privado imposto pelo ex-namorado Lindemberg Alves

Vemos inúmeros casos de violência contra a  mulher, como o recente caso da estudante Bianca que foi estrangulada dentro de sua própria casa e o caso de 2008, da estudante Eloá que foi mantida em cárcere privado pelo próprio ex namorado. Muitos deles são cometidos pelo fim de um relacionamento, quando o homem insatisfeito com esta situação, agride a mulher para que não se relacione com mais ninguém, mantendo a mesma como sua propriedade.  Segundo dados da Fundação Perceu Abramo de 2001 um terço das mulheres (33%) admite já ter sido vítima, em algum momento de sua vida, de alguma forma de violência física (24% de ameaças com armas a proibição do direito de ir e vir, das 22% de agressões propriamente ditas e 13% de estupro conjugal ou abuso); 27% sofreram violências psíquicas e 11% afirmam já ter sofrido assédio sexual. Ao relatar as diferentes formas de agressão, o índice de violência sexista (por ser de outro sexo) ultrapassa o dobro, alcançando a marca de 43%.
Como vemos, sob o capitalismo a jovem é cada vez mais oprimida. Não podemos mais ser vitimas de nenhum abuso, ou qualquer tipo de machismo na nossa escola, em casa, na rua, enfim em qualquer lugar que estejamos. Para mudar essa situação é urgente organizarmos a lutar por nossos direitos, e por uma sociedade nova, através dos grêmios em nossas escolas, participar de varias discussões a fim de aumentarmos nossa consciência, e de darmos um verdadeiro enfrentamento.

Daiani Soares - Movimento Olga Benário